“Setor das tintas deve voltar a crescer este ano”

Por Revista Invest | 18 de março, 2015
  • Entrevistas
    Pedro Reis de Almeida, presidente da Associação Portuguesa de Tintas (DR)
Em recuperação desde o segundo semestre de 2013, o mercado das tintas deverá crescer acima de 2014. Esta é a convicção de Pedro Reis de Almeida, presidente da Associação do setor, em entrevista à Revista INVEST, em vésperas do seminário anual.

A melhoria do “clima de confiança do consumidor e o crescimento do mercado de arrendamento, este ainda de forma ténue”, constituem as razões do crescimento do nosso mercado, considera o presidente da Associação Portuguesa de Tintas (APT), que acredita numa subida superior ao ano passado.

 

“O mercado das tintas começou a recuperar a partir do segundo semestre de 2013, tendo 2014 apresentado um crescimento de 3% sobre 2013”, disse à Revista INVEST Pedro Reis de Almeida, que vaticina para este ano uma subida “na ordem dos 3,5%”, ainda que desconfie que as exportações possam não viver um período tão positivo, sobretudo devido à crise em Angola, um mercado que vale “cerca de 20%” das vendas externas.

 

Do volume de vendas do setor, que ascende anualmente a cerca de 500 milhões de euros, “as exportações representam 30% aproximadamente do total, sendo a Europa e Angola os principais destinatários”, adiantou.

 

Os desafios do setor, bem como a os temas da atualidade, serão analisados no próximo dia 27, no Luso, no seminário anual da APT, cujo programa pode ler neste artigo.

 

Elevar a confiança do consumidor é, aliás, uma das preocupações da atual direção liderada por Pedro Reis de Almeida que, por essa razão, criou um padrão de Tinta com Qualidade Mínima APT.

 

A razão desta aposta, de acordo com o dirigente, é “dotar o consumidor com instrumentos que o habilitem a distinguir os produtos que obedecem a critérios concretos, apoiados por testes laboratoriais, feitos em estabelecimentos certificados e de acordo com normas internacionais, e outros que não cumpram com essas características mínimas”. Uma medida que surgiu “atendendo à oferta cada vez maior de produtos com proveniências muitas vezes desconhecidas”, acrescentou.

 

O padrão foi desenvolvido pela APT através da colaboração de técnicos de diversas empresas produtoras suas associadas e está a procurar agora a melhor forma de o divulgar, disse o mesmo responsável, esclarecendo que o seu lançamento ainda não tem uma data definida, uma vez que “envolve uma divulgação maciça que custa muito dinheiro, de que não dispomos, ou a cooperação de outras entidades que a isso ajudem”.

 

 

 

 

Vida dedicada ao setor

 

 

Aos 66 anos, o atual presidente da APT – Associação Portuguesa de Tinta, Pedro Reis de Almeida tem um percurso de vida dedicado ao setor das tintas que viu crescer e evoluir ao longo dos anos.

 

Licenciado em Engenharia Químico-Industrial, começou o seu percurso profissional com um estágio na Refinaria de Leça da Palmeira da SACOR, hoje Galp, seguido de um estágio na CIN – Corporação Industrial do Norte, Lda, empresa que integrou os quadros de forma efetiva em 1974 e na qual permanece.

 

Desde outubro de 2014 que ocupa o cargo de assessor do conselho de administração da CIN, mas, ao longo da sua vida profissional, desempenhou variadas funções de chefia e integrou diversos conselhos de administração de algumas companhias participadas pelo Grupo.

 

Foi também professor equiparado a Assistente no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, em cadeiras ligadas aos Materiais de Construção e Eletroquímica e Corrosão.

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