Empresários apontam desemprego como principal risco enfrentado no mundo

Por Revista Invest | 27 de abril, 2015
  • Análise
    O desemprego é um dos riscos que o mundo terá de enfrentar.
  • Análise
    Top 10 de riscos por probabilidade e por impacto identificado no Global Risks Report 2015.
“Crise financeira, crises fiscais e de liquidez” e “instabilidade política e social” são os riscos mais destacados pelas empresas portuguesas, num estudo denominado “Raio-X aos Riscos 2015 – A visão das empresas portuguesas”.

 

O “desemprego” é apontado por 40% das empresas portuguesas, como o principal risco que o mundo enfrenta, seguido da “crise financeira” com 38%, revela um estudo nacional elaborado pelo Grupo MMC (Marsh & McLennan Companies), na sequência da apresentação do Global Risks Report 2015, em Davos, que identificou os principais riscos e os principais impactos para o mundo.

 

Partindo daquela base, a MMC elaborou um estudo nacional, com a participação de mais de duas centenas de empresas, denominado  “Raio-X aos Riscos 2015 – A Visão das Empresas Portuguesas”, este com o objetivo de identificar os riscos que as empresas portuguesas consideram mais relevantes quer em Portugal como no mundo.

 

Atrás do “desemprego” e da “crise financeira”, que encabeçam a lista de riscos, seguem-se as “alterações climáticas” e os “ataques terroristas em grande escala”, que ocupam o terceiro lugar com 31%, e a “instabilidade social”, na posição imediata com 30%. Outros riscos igualmente relevantes que preocupam as empresas portuguesas são a “crise Zona Euro”, a “disparidade de rendimentos” e os “ataques cibernéticos”, com 27% dos inquiridos a apontá-los como relevantes.

 

Os riscos económicos e sociais predominam no Top 5 dos riscos que o mundo enfrenta, segundo a perspetiva das empresas portuguesas.

 

No que diz respeito aos riscos que as empresas esperam enfrentar em 2015, surge em primeiro lugar a “crise financeira, crises fiscais e de liquidez” (54%). Com apenas menos 1% surge o risco associado à “instabilidade política e social”. A “recessão” e a “concorrência” ocupam o terceiro e quarto lugares, com 35% e 30%, respetivamente. A última posição do Top 5 apresenta um empate de 22% entre dois riscos: a “retenção de talentos” e os “ataques cibernéticos”. Mais uma vez é dado mais destaque aos riscos económicos e sociais.

 

O Global Risks Report 2015 também divulga que o principal risco que as empresas portuguesas irão enfrentar durante este ano são as crises de liquidez, o que demonstra uma sintonia entre os dois estudos efetuados: o global e o português.

 

Para Diogo Alarcão, chairman do Grupo MMC em Portugal, “em todos os setores da sociedade encontram-se decisores que enfrentam demasiadas incertezas resultantes de um mundo em rápida mutação e altamente interligado. Sistemas de comunicação cada vez mais rápidos, trocas comerciais, relações de investimento, uma maior mobilidade física e um melhor acesso à informação são fatores que contribuem para unir países, economias e negócios de uma forma mais sólida. O reverso da medalha é que, os riscos associados também aumentam.”

 

 

As empresas e a gestão de riscos

 

Em Portugal, a gestão de riscos é uma preocupação à qual as empresas dedicam algum do seu tempo. 41% das empresas inquiridas responde que a importância que dá à gestão de riscos é elevada. 39% refere que a sua preocupação é suficiente e 18% afirma dar pouca atenção. Apenas 2% declarou não apresentar nenhuma preocupação relativa a esse tema.

 

Para Pedro Castro, diretor geral da Marsh Portugal “o mundo está exposto a um elevado número de riscos e, para enfrentá-los com sucesso, é fundamental que as organizações tenham uma efetiva e eficiente gestão de riscos. Consideramos muito relevante que 41% das empresas deem elevada importância à gestão de riscos.” E acrescenta: “A inovação é essencial à prosperidade global, mas também cria novos riscos. Devemos antecipar as questões que surgem das tecnologias emergentes e desenvolver soluções para prevenir desastres evitáveis.”

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